Como considera o CEO Ian Cunha, a liderança moderna exige um tipo de maturidade que muita gente ainda confunde com suavidade excessiva ou dureza desnecessária. Firmeza e empatia não competem entre si, elas se completam quando o objetivo é entregar resultado com consistência. Em contextos de pressão, líderes tendem a escolher extremos: ou cobram demais e perdem o time, ou aliviam demais e perdem o padrão.
A liderança moderna, porém, pede outra lógica: manter exigência com clareza, sustentando relações com respeito. Isso não é estética de gestão, é uma forma de proteger execução, confiança e velocidade real. Se você quer elevar sua capacidade de liderar sem criar ruído, medo ou desgaste no time, continue a leitura e reavalie como suas decisões estão moldando performance.
O que realmente sustenta o resultado?
Firmeza é a capacidade de definir limites, manter padrão e orientar prioridade mesmo quando há desconforto. Empatia é a capacidade de entender o contexto humano sem dissolver a responsabilidade. A combinação dos dois elementos cria previsibilidade, porque as pessoas sabem o que é esperado e também sabem que serão tratadas com justiça.

Sob a ótica do empresário serial Ian Cunha, o erro mais comum é imaginar que a empatia reduza a exigência. Na prática, empatia reduz ruído. Ela melhora a qualidade da conversa, diminui defensiva e acelera o ajuste. Como resultado, a firmeza fica mais eficiente, porque não precisa vir acompanhada de tensão constante.
Exigência sem medo
Exigência baseada em medo pode gerar entrega, porém costuma gerar também ocultação de problemas. Quando a cultura pune o erro de forma emocional, o time aprende a disfarçar, atrasar notícias ruins e evitar responsabilidade. Isso cria um paradoxo: o líder tenta controlar mais e, quanto mais controla, menos enxerga o que realmente está acontecendo.
Como elucida o fundador Ian Cunha, a firmeza é mais forte quando está apoiada em critérios claros. Critério claro não humilha, ele orienta. Dessa forma, o time entende o que é qualidade, o que é prioridade e o que precisa ser corrigido, sem transformar cada conversa em disputa de ego. A performance cresce porque a energia vai para solução, não para proteção psicológica.
A clareza que reduz ansiedade
Ansiedade organizacional nasce quando o time não sabe o que vale, o que muda e por que muda. Em cenários assim, as pessoas gastam energia tentando interpretar sinais do líder. Esse gasto é invisível, mas caro. A clareza, por outro lado, organiza expectativas e diminui a quantidade de conflitos desnecessários.
Na visão do CEO Ian Cunha, empatia na liderança moderna não é concordar com tudo, é explicar com precisão. É reconhecer o impacto humano de decisões sem transformar isso em permissividade. Assim, a firmeza se mantém, e a relação não se quebra. Como consequência, a equipe trabalha com mais estabilidade, porque entende a direção e entende limites.
Responsabilidade que não depende de microgestão
Quando um líder perde confiança, tende a centralizar. Só que centralização excessiva cria dependência e reduz velocidade. A liderança moderna busca outro equilíbrio: autonomia com padrão. O objetivo é permitir que o time decida e execute sem abrir mão de qualidade.
No entendimento do superintendente geral Ian Cunha, a autonomia só se sustenta quando existe um acordo explícito sobre critérios. Sem critério, autonomia vira improviso. Com critério, autonomia vira responsabilidade. Por conseguinte, a firmeza aparece na manutenção do padrão e a empatia aparece no suporte à evolução, sem que o líder precise vigiar cada detalhe.
Firmeza e empatia como vantagens cumulativas
Desse modo, a liderança moderna não é escolher entre ser humano e ser exigente. É sustentar resultado com relações saudáveis, mantendo clareza, justiça e padrão de execução. Firmeza com empatia é uma estratégia de performance porque reduz ruído, protege confiança e aumenta a velocidade real de ajuste. Quando o time sabe o que é esperado e se sente tratado com respeito, a entrega deixa de ser um esforço emocional e passa a ser um processo consistente.
Autor: Eslovenia Popova
