A Polícia Federal deflagrou, em 7 de outubro de 2026, uma operação contra um esquema de tráfico internacional de cocaína com atuação no Aeroporto Internacional de São Paulo/Guarulhos. A ofensiva foi autorizada pela Justiça Federal de Guarulhos e mobilizou agentes para cumprir 21 mandados de prisão temporária e 29 mandados de busca e apreensão.
De acordo com a Polícia Federal, a investigação apura a participação de pessoas ligadas ao transporte internacional de cocaína por meio do terminal aeroportuário. Entre os alvos estão empregados que tinham acesso a áreas restritas, aspecto que levou a Justiça a determinar medidas específicas para impedir a permanência desses investigados em setores controlados do aeroporto.
Mandados foram autorizados pela Justiça Federal
A operação reúne duas frentes principais de cumprimento de ordens judiciais. A primeira envolve os 21 mandados de prisão temporária, medida destinada a preservar o andamento das apurações durante a coleta de informações e a análise dos elementos reunidos no inquérito. A segunda contempla 29 mandados de busca e apreensão, que permitem aos agentes procurar objetos, documentos e outros materiais relacionados à investigação nos endereços autorizados.
A Polícia Federal não informou, na publicação oficial utilizada como fonte desta matéria, a identidade dos investigados, os locais exatos das buscas ou a quantidade de droga eventualmente apreendida durante a operação. Também não foram divulgados detalhes sobre a divisão de tarefas atribuída a cada suspeito. Por isso, as informações disponíveis até o momento se concentram nas medidas judiciais e no alcance da investigação.
Funcionários investigados terão credenciamento suspenso
Além das prisões e das buscas, a decisão judicial determinou a suspensão do credenciamento dos funcionários investigados. Com isso, eles ficam proibidos de acessar as áreas restritas do Aeroporto de Guarulhos enquanto a medida estiver em vigor. A providência atinge diretamente o controle de circulação em setores que não são acessíveis ao público em geral e que dependem de autorização profissional.
A restrição representa uma medida de segurança associada à própria investigação. Como os suspeitos incluem trabalhadores com autorização para circular em áreas controladas, o bloqueio do credenciamento busca evitar que essa permissão continue sendo utilizada durante o avanço do inquérito. A determinação, conforme a PF, não altera a circulação regular de passageiros e usuários nas áreas destinadas ao atendimento público, mas é direcionada aos investigados mencionados na decisão.
Bloqueio de bens chega a R$ 4,07 milhões
A Justiça Federal também determinou o bloqueio e o sequestro de bens e valores dos investigados até o limite de R$ 4,07 milhões. A medida patrimonial integra a estratégia de enfrentamento ao tráfico internacional porque procura alcançar recursos e ativos que possam estar relacionados à atividade investigada, além de preservar valores para eventual responsabilização definida ao longo do processo.
O bloqueio não significa, por si só, uma conclusão definitiva sobre a origem dos bens ou sobre a responsabilidade criminal dos alvos. Trata-se de uma providência determinada no curso da investigação, com alcance financeiro previamente estabelecido pela Justiça. A apuração deverá reunir novos elementos antes de qualquer definição sobre denúncias, acusações formais ou outras etapas do processo judicial.
Impacto para a segurança do aeroporto
O Aeroporto Internacional de São Paulo/Guarulhos é uma estrutura estratégica para a cidade e para o transporte aéreo brasileiro. Por receber voos internacionais e concentrar atividades de passageiros, cargas, empresas terceirizadas e trabalhadores autorizados, o terminal exige mecanismos permanentes de controle de acesso e fiscalização. Uma operação desse porte chama a atenção justamente por envolver a possível utilização de credenciais profissionais em uma investigação de tráfico internacional.
Para passageiros e moradores de Guarulhos, a ação reforça que medidas de segurança aeroportuária não se limitam à inspeção de bagagens e ao controle de embarque. Elas também envolvem a identificação de pessoas autorizadas a circular em setores operacionais, a apuração de condutas suspeitas e a cooperação entre órgãos de segurança e a administração da infraestrutura aeroportuária.
Até a publicação desta matéria, a fonte oficial consultada não apresentava informações sobre novas fases da operação, atualizações no número de presos ou manifestações das defesas dos investigados. A Polícia Federal informou, porém, que a investigação segue sob acompanhamento da Justiça Federal de Guarulhos. Eventuais novos dados poderão esclarecer a extensão do esquema e a participação individual dos alvos.
